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sexta-feira, 17 de abril de 2009

O dogma ateu

Tenho lido nos últimos tempos alguns artigos e posts a atacar o milagre operado a favor da dona Guilhermina pelo Beato Nuno de Santa Maria. Não que alguém diga que ela sempre viu ou que não ficou curada de maneira inexplicável. Limitam-se, como a Fernanda Câncio hoje no DN, a dizer que não é milagre.

Não o dizem com nenhum argumento ou prova, mas simplesmente porque dizem que não é possível haver milagres. Por isso que uma pessoa esteja cega e passe a ver não pode ser milagre. Mais do que uma fé, é uma crença num dogma: não há Deus, logo não há milagres.

Não há nada de mais irracional no novo ateísmo do que a sua reacção aos milagres. Parecem crianças pequenas a fazer uma birra.

Eu até percebo que os ateus tentem encontrar uma explicação alternativa para o milagre. Mas não é o caso dos chamados novos ateus. Este limitam-se a afirmar que não é milagre.

Com base em que provas? Nenhuma, a não ser o seu superior conhecimento da vida e do universo.

É que os nossos dogmas baseiam-se a fé que nasce do embate com uma presença real. Os dogmas ateus nascem apenas na sua crendice que Deus não existe. Racionalmente estão ao nível de uma qualquer seita ou culto new-age.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Os filhos de Witiza


Há uns quantos séculos, nesta península à beira-mar plantada, havia um rei chamado Witiza. Quando este morreu sucedeu-lhe Roderico que não era seu filho, pois a monarquia visigoda era electiva e não hereditária.


Quem não achou graça nenhuma a eleição de Roderico foram os filhos de Witiza. Então estalou a guerra civil. Como a guerra não lhes estava a correr muito bem, os filhos de Witiza decidiram pedir ajuda aos mouros, que não se fizeram rogados e entraram pela Penísula a dentro só parando nas Astúrias. Os mouros permaneceram por cá 700 anos, dos filhos de Witiza ficou uma vaga recordação...

Esta história, que é maçadoramente contada em "Eurico o Presbítero" é um bom exemplo para a Europa moderna. A esquerda moderna parece-se aliar cada vez mais ao islão para combater a herança cristã ocidental. Cada vez mais os herdeiros da revolução francesa se juntam aos terroristas islâmicos para culpar o Ocidente Cristão do terrorismo. 

A Turquia, um país onde no príncipio do Século XX existia um comunidade cristã que representava 25% da população, dos quais sobram menos de 5% depois do exterminio dos arménios, é olhada como parceira ideal para demonstrar que UE não é um "clube cristão". E assim, de pequeno passo em pequeno passo a Europa vai-se descristianizando, ao mesmo tempo que envelhece.

Quando a Europa estiver finalmente descristianizada, quando o Papa se tiver mudado para as Filipinas ou para o Brazil, quando Portugal se erguer como o novo reino das Astúrias, onde a promessa da Senhora de Fátima prevalece sobre os cálculos do mundo, então não será o fim da Igreja, pois a Igreja tem promessas de vida eterna. Mas será seguramente o fim da Europa. Dos herdeiros da revolução francesa sobrará o que sobrou dos filhos de Witiza: uma vaga recordação...