We few, we happy few, we band of brothers; For he today that sheds his blood with me Shall be my brother
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
JMJ: afinal até sai barato!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
Bento XVI: Um Papa amado pelo povo de Deus
segunda-feira, 5 de dezembro de 2022
A magia do Natal
Quando eu era miúdo o Natal era de facto mágico. Lembro-me de ser pequeno e de ir à Missa do Galo, com a família toda. E como durante anos foi assim, todos juntos, a ouvir o coro a cantar o Adeste Fideles, a procissão infindável de acólitos, os sinos do Glória, enquanto o Menino Jesus era levado até ao presépio. As homílias extraordinárias do Padre João e no fim, o beijo ao Menino. Mas a noite não acabava aí: seguia-se para casa dos avós, onde, depois de rezarmos e cantarmos alguns cânticos de Natal, era altura de abrir os presentes que o Menino Jesus tinha trazido. E a seguir a ceia: o chocolate quente, os pãezinhos com pasta de fiambre, a castanhada, e mais uma enorme quantidade de doces. E depois o dia 25, a correria entre as refeições que não acabavam, as conversas dos tios, as brincadeiras dos primos, os brinquedos por estrear. E o dia acabava connosco cansados, cheios e felizes.
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
Anéis do Poder: faltam mulheres e minorias
1 - O primeiro livro de Tolkien que li foi o Silmarillion quando tinha 11 ou 12 anos. Desde então li e reli muitas vezes as grandes obras do professor, assim como tudo aquilo que ele escreveu e a que consegui lançar a mão (das Aventuras de Tom Bombadil ao Roverandom). E se estou longe de ser um especialista em Tolkien, sou sem dúvida um fã. Por tudo isso não senti qualquer desilusão com a nova série da Amazon Os Anéis do Poder: só se desilude quem tem alguma ilusão e eu nunca tive qualquer dúvida sobre o que aí vinha. Não é possível compreender a Terra Média sem compreender Tolkien, e o professor inglês é um homem incompreensível para a cultura moderna.
2 - Na mitologia de Tolkien existe um enorme conjunto de mulheres poderosas. Desde as senhoras dos Valar que fizeram as estrelas e as árvores de Valinor, passando por rainhas e princesas que conseguiram enfrentar e derrotar Morgoth e Sauron. E para quem só leu O Senhor dos Anéis há Eowyn que derrotou o mais poderoso de todos os servos de Sauron, aquele a quem bastava o grito para enlouquecer bravos guerreiros e, sobretudo, Galadriel, a protagonista da nova série sobre a Terra Média.
E é justo que seja a protagonista, porque Galadriel é sem dúvida uma das maiores protagonista da obra de Tolkien. É aliás a única protagonista que atravessa as três eras da Terra Média. Liderou parte dos Noldor na primeira era, fundou um reino seu na segunda era e foi uma das principais adversárias de Sauron na terceira era. Segundo Tolkien, de entre os elfos, só Feanor era mais poderoso do que ela. Por isso o problema não é que Galadriel seja protagonista da série, o problema é que seja reduzida a uma adolescente traumatizada que que ser igual ao irmão.
Mulheres poderosas e com protagonismo não faltam na obra de Tolkien, mas o que a Amazon fez foi pegar numa mulher poderosa e transforma-la num homem! Aquela que era uma gloriosa rainha passou a ser um peão com uma espada, achando que assim se “empoderava” as mulheres. E este é o absurdo da ideologia woke, não querem de facto mulheres a protagonizar nada, querem que as mulheres sejam imitações de homens e dar-lhes protagonismo artificial.
3 - Tolkien era um homem minucioso. Não se limitou a criar umas histórias fantásticas, criou um mundo. Um mundo com mapas, com línguas, com calendários, com várias raças e dentro das raças vários povos, com costumes e tradições diferentes. O que existe publicado é uma fracção do trabalho de Tolkien sobre a Terra Média (e relembre-se que ele só publicou o Hobbit e o Senhor dos Anéis, tudo o resto foi publicado pelo seu filho). A atenção ao pormenor de Tolkien chegava ao ponto de refazer partes da história porque era irrealista uma personagem percorrer aquela distância naquele espaço de tempo ou porque o clima não se adequava à estação em que a acção se desenrolava.
Não há qualquer problema em que haja pessoas de várias cores de pele numa série passada na Terra Média. É uma liberdade relativamente ao trabalho de Tolkien, mas que encaixa na sua obra. Por isso um elfo negro, ou uma anã, não são um problema, o problema é ser apenas um! O problema é que todos os elfos sejam esqualidos e depois, por magia, haja um negro! Que exista uma família de elfos de pele negra não é um problema, agora fazer aparecer um negro por magia é completamente artificial. Podiam perfeitamente ter feito os habitantes de Númenor morenos como os sul-americanos ou os árabes, não podem é, numa ilha isolada durante séculos, ter uma população toda branca e depois a rainha ser negra (ao contrário do tio que é branco!).
Isto não é diversidade, não se trata de mostrar que na Terra Média há raças de todas as cores, para isso tinham feito os harfoot negros ou apresentado uma família de anões asiática. Trata-se mais uma vez de virtue signalling: vejam como somos inclusivos, até temos um elfo negro! Mas mais uma vez é pegar na diversidade e moldá-la toda ao exemplo do homem branco: se uma mulher que ser poderosa, se um negro quer ser protagonista, então tem que ser como homens brancos.
4 - Vejo muito boa gente a protestar por a série d’Os Aneís do Poder dar demasiado protagonismo a mulheres e a negros. Eu pelo contrário acho que um dos problemas (e há vários outros, bastante mais graves) é não lhes dar suficiente protagonismo. Tolkien, um inglês católico e conservador, criou um mundo cheio de mulheres poderosas e cheio de povos diversos. A progressista Amazon criou uma fraca imitação desse mundo cheio de homens brancos, ainda que os vista de mulher ou aqui e ali escolha um negro para representar. O resultado é evidentemente um pastel artificial ridículo, que ninguém aprecia, mas que aqueles que vivem enfeudados ao wokismo têm que fingir gostar. Eu por mim, fico-me pelo mundo do velho professor de Oxford, onde as mulheres são capazes de derrotar Melkor, e Sauron é derrotado por uma minoria que se esconde para não ser oprimida.
terça-feira, 30 de agosto de 2022
“Se não fosses tu meu Cristo sentir-me-ia criatura finita” São Gregório Nazianzeno
No último Domingo fui à missa a uma Igreja que nunca tinha ido. O motivo era o baptismo de uma aluna da minha mulher. Fui um pouco a contragosto: era fora de Lisboa, tínhamos chegado de uma viagem grande no dia anterior e a hora era pouco convidativa para ir com os miúdos. Para piorar o meu humor, a criança mais nova decidiu passar boa parte da missa fazer barulho e por isso estive a todo o tempo no corta vento, sem conseguir prestar grande atenção.
Chegado à altura da comunhão tinha decidido não ir comungar: tinha estado distraído, estava um pouco irritado com as crianças, e estavam pessoas à porta do corredor central. Quando estava nestes pensamentos, percebi que o padre estava a distribuir a comunhão pela Igreja: de repente estava à minha frente, com o Corpo de Cristo nas mãos. A mim restou-me pouco mais do que aceitar esta misericórdia, de um Senhor que passa por cima da minha pequenez para vir ao meu encontro. Comovi-me como há algum tempo não me comovia na missa.
Mas se me comovi, não me espantei, porque felizmente foi assim toda a minha vida. A minha vida é marcada por este Deus encarnado que constantemente vem até a mim. Não uma ideia, não uma moral, mas uma Pessoa, que se torna presente nesta companhia concreta que é a Igreja: na minha família, nos meus amigos, no testemunho dos santos, na graça dos sacramentos, na beleza da liturgia, na caridade da Doutrina!
E o encontro com Cristo dá à minha vida todo um novo horizonte. Tenho experimentado o cem vezes mais aqui na terra e isso fortalece a minha certeza na vida eterna.
Mas é impossível compreender aquilo que a Igreja propõe sem Cristo. A castidade, a fidelidade, a doação de si, a obediência, só são compreensíveis na relação com Jesus. Sem Ele, não passam de regras e preceitos ocos.
Por isso é natural que num tempo onde se esqueceu Jesus, onde a Fé é reduzido a uma moral ou a uma ideologia, a proposta da Igreja pareça desadequada e ultrapassada. Também se compreende que, quem olha para a Igreja como mais uma organização, como um mero conjunto de pessoas ligada por uns rituais, as preocupações principais sejam as do mundo: quem manda, quem gere, se todos são “iguais”. De facto, a Igreja sem Cristo, tem os mesmos defeitos que qualquer outra instituição humana.
É Cristo que abre um novo horizonte, é Cristo que torna uma realidade completamente humana como a Igreja, numa realidade sobrenatural e eterna.
O relatório português do Sínodo foi por isso para mim uma experiência muito útil, porque me ajudou a identificar com clareza o grande problema da Igreja no nosso tempo. A mistura de ideologia com sindicalismo, tudo misturado com a linguagem inclusiva e as preocupações mundanas que hoje tanto ocupam alguns activistas, deixou claro a ausência de Jesus. De facto Cristo é o grande ausente deste relatório, porque é também o grande ausente da pastoral da Igreja. E este é o maior drama: é que ignorando Cristo, fica apenas o que é humano, ou seja ignora-se o eterno.
Para mim a Igreja é a presença de Cristo. E é essa presença que constantemente redime a minha pequena humanidade. A única urgência da Igreja devia ser levar essa presença a cada pessoa. O resto vem por acréscimo.
sexta-feira, 5 de agosto de 2022
Graça a Deus pelos Padres
A Igreja celebrou ontem o dia de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, especialmente dos párocos. O dia do Santo Cura d’Ars chegou no meio de um turbilhão de acusações contra a Igreja portuguesa e contra os seus sacerdotes. E isso fez-me pensar nos padres da minha vida. Daqueles que entregaram a sua vida a Jesus para que eu O possa encontrar. E obrigou-me a tomar consciência do tanto que devo a tantos bons sacerdotes.
Antes de mais ao Padre João Seabra, que há dois meses foi para o céu. A ele, mais que a qualquer outra pessoa, devo a minha Fé e aquilo que sou hoje. Depois lembro-me do Padre Nuno, coadjutor do Padre João em Santos: um velho carmelita que passava horas no confessionário. Foi a primeira pessoa importante da minha vida que me lembro de morrer.
Depois pensei nos padres com que me cruzei na Baixa e no Chiado. O Padre Armando Duarte, amigo inseparável do Padre João. Sempre presente, sempre constante, com um sentido de humor mordaz. A ele lhe devo o muito que aprendi com o Manual do Acólito. Depois o Padre Mário Rui, que tornou o deserto da Baixa num centro de devoção em Lisboa. A ele toda a Igreja de Lisboa deve o regresso da procissão do Corpo de Deus. Em conjunto com o Padre João, tornaram a Baixa e o Chiado no pulmão da Igreja na Cidade de Lisboa. E a unidade entre estes três sacerdotes tornou-se modelo de unidade pastoral para todo o Patriarcado.
Ainda no Chiado, não me posso esquecer dos padres do Loreto: o Padre Angelo (confessor de meia Lisboa durante décadas), o Padre Francesco, o Padre Dino, e tantos outro cujo nome não me lembro. Foram eles os meus confessores durante a adolescência e a juventude. A minha alma muito lhes deve.
Depois lembro-me ainda dos sacerdotes que colaboraram na paróquia da Encarnação. O Padre João Aguiar, que enquanto director da Renascença assegurava diariamente a missa das 8h, e que chegava à Igreja à 7h30. O Padre Marim que todas as quartas-feiras celebrava a missa das 12h10 para as Noelistas. O Padre Rafael Morão, jesuíta e Reitor da Igreja de São Roque, que tantas vezes celebrava missa na Encarnação. O Padre Armindo, que veio estudar direito canónico e que durante anos celebrou a missa de Domingo às 10h30 para depois ficar a confessar durante a missa das 12h30 (o que me era muito útil). O Padre Hilário, também estudante de direito canónico e que assegurava muitas vezes as necessidades da paróquia. O velhinho Padre Azeredo, também jesuíta, que muitas vezes celebrava a missa das 12h10 durante a semana, tal como o ilustre frei Pinto Rema, franciscano e grande especialista em Santo António. E ainda o frei Miguel Patinha, da Ordem dos Pregadores.
Por fim, os padres que acompanharam o Padre João em Santa Joana. O Padre Duarte da Cunha, um amigo fiel que com amor filial acolheu um mestre com uma disponibilidade e lealdade incomparáveis. E o Padre Michael sempre discreto, sempre presente.
Lembro ainda o Padre Santos, durante anos prior de São Sebastião e de Nossa Senhora da Boa-Fé na Arquidiocese de Évora, que o Senhor chamou a Si no ano passado. Homem piedoso, sem medo de educar o povo e de afirmar as verdades, mas sobretudo a Verdade.
Por fim, nas paroquialidades, lembro-me dos padres salesianos de Lisboa, cujo nome não sei, mas que nestes últimos anos me têm acolhido tantas vezes na Santa Missa e no confessionário.
Mas na minha vida muito devo aos padre de Comunhão e Libertação, o movimento que tive a graça de encontrar. O Padre Ramiro, homem de inteligência profunda e uma capacidade de ensinar como poucos, cuja fidelidade à Igreja e ao carisma de monsenhor Giussani tanto me educou. O Padre Zé Maria Cortes, vizinho de sempre da minha família, que depois de construir a Igreja dos Pastorinhos partiu como missionário. O Padre Luís Miguel, essencial na minha vida universitária. E com estes dois últimos todos os padres da Fraternidade de São Carlos Borromeu que passaram por Alverca: o Padre Francesco, o Padre Silvano, o Padre Rafael e o Padre Giovani. O Padre Zé Maria Magalhães, que me levou a Lourdes e que insistia na minha vocação sacerdotal (penso que agora já terá desistido). O Padre Miguel Aguiar, com o seu cuidado com a liturgia, sempre acompanhado de um enorme sentido de humor. E também os que, tendo conhecido pior, me lembro de sempre: o Padre Silvério e o Padre Sérgio Pêra. Nesta categoria incluo o Padre Pedro Quintela (que preferiu cuidar dos mais miseráveis às honras do mundo) que não sendo do CL, foi sempre muito próximo e muito nosso amigo.
E chego aos padres da minha geração, o Padre Miguel Pereira, que tem feito uma grande pastoral sobre a teologia do corpo de São João Paulo II, o Padre Tiago, um grande entusiasta da causa da vida, e o meu querido parente, Padre Duarte Andrade e Sousa, um extraordinário sacerdote, um grande educador dos jovens, que pela mesquinhez de uns e a maldade de outros, está injustamente a pagar pecados alheios. E como, apesar de ainda ser novo, já não sou jovem, começo a ter amigos padres mais novos que eu, como o Padre Claúdio, ordenado há pouco tempo e que tive a graça de acompanhar quando era um jovem liceu de Comunhão e Libertação.
E também muitos outros padres com quem me fui cruzando, por circunstâncias diversas, ao longo da vida. O frei Gonçalo, franciscano, com quem me encontrei várias vezes, a mais memóravel das quais foi em Compostela, quando entre dezenas de milhares de peregrinos que vinham ver Bento XVI, “esbarrou” com o nosso grupo completamente por acaso. O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, o Padre João Vergamota, o Padre Diogo Maleitas Correia, os párocos de São Martinho do Porto, de Covas, o reitor de São Bento da Porta Aberta, o Padre José Rafael, o Padre Miguel Cabral, o Padre Pimentel, o Padre Santamaria, o Padre Adelino, capelão do Colégio de São Tomás onde acompanha os meus filhos. E tantos outros, que não conheço, mas com quem nestes 36 anos de cristão me cruzei na Santa Missa ou na confissão.
São muitos os padres necessários para atender a um cristão. Homens que oferecem a sua vida, para que o povo de Deus possa receber o Corpo de Cristo e o perdão dos pecados. Para receber a graça de ser filho de Deus, para casar e ser amparado na doença.
Por todos eles estou grato a Deus e rezo-Lhe para que os sustente e ampare na sua missão. Para que neste tempo de perseguição, onde pelo pecado de uns poucos pagam todos, permaneçam firmes no seus ministério.
Mas sobretudo, agradeço a cada um destes padres, os que me lembro e os que não me lembro, por me terem permitido ao longo da minha vida receber Cristo e viver na Sua Graça. A minha Fé é sustentada pela sua oferta constante de serviço a Cristo e à sua Igreja.
Que bom que é que hoje, num tempo de egoísmo, de escândalos fáceis, de perseguições cobardes, ainda existam homens dispostos a oferecer-se a Deus.
domingo, 24 de julho de 2022
E viu que não era bom
De cada vez que acontece uma qualquer desgraça ouvimos sempre os mesmo comentários: a sociedade está perdida, há cada vez mais violência, as pessoas estão cada vez mais egoístas, as mulheres sofrem cada vez mais abusos, as crianças estão cada vez menos seguras. Todos os dias ouvimos mais histórias de velhinhos abandonados, de mulheres abusadas, de crianças que sofrem de bullying e por aí diante.
Mas nada disto nos devia surpreender. Nas últimas décadas o Ocidente lutou por se livrar das grilhetas do cristianismo, os bens pensantes desejavam o “progresso” de um mundo sem Cristo. E tanto procuraram o futuro que simplesmente regressaram ao passado!
Nada disto é novo, na Roma clássica já as mulheres eram tratadas como objectos, os mais pobres e frágeis deixados à sua sorte, e tirando para os cidadãos ricos, reinava a lei do mais forte. E isto era na maior civilização da altura, incomparável aos sacrifícios de bebés de Cartago ou aos caçadores de cabeça gauleses.
Foi o cristianismo que introduziu no mundo a ideia de que todos são igualmente dignos, que temos o dever de ajudar os que mais precisam, de que a mulher não é um objecto para o prazer dos homens, que o poder deve estar ao serviço dos mais frágeis.
O Ocidente, qual adolescente, na sua fúria de autonomia, preferiu deitar tudo isto fora, para ser “livre”. E assim se viu livre do filho pródigo, do bom samaritano, do bom pastor. Por isso hoje o filho mais novo não tem casa para onde regressar, o ferido fica a morrer na estrada e a ovelha perdida é devorada pelo lobo.
O Ocidente esqueceu o cristianismo e construiu uma nova civilização. E quando finalmente descansou da sua loucura, percebeu que não era bom, mas continua a sem querer regressar a casa.

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