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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Sacrilégio na RTP




Pelos vistos, Bruno Nogueira tem um programa na RTP, televisão pública, que nós ajudamos a pagar com os nossos impostos. Nada contra: é um humorista com bastante sucesso, e não me parece injustificado que tenha tal programa.

Infelizmente, o humorista decidiu encerrar o primeiro episódio da série com uma rábula cujo único objectivo é gozar com a Sagrada Comunhão. Não há qualquer contexto, qualquer conversa, nada: é apenas ele, paramentado, com uma píxide na mão, numa igreja, a fingir que distribui a comunhão, variando entre os comportamentos lascivos de quem a recebe e os dele próprio, no papel de sacerdote.

Não se trata de uma crítica à Igreja, nem de uma graçola sobre padres. É apenas uma ofensa ao que de mais sagrado há no Cristianismo: o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão vivo e realmente presente como nos Céus.

Podemos discutir a legalidade do que ele fez. As ofensas à religião são puníveis por lei, assim como os sacrilégios e as ofensas aos ministros da religião. Mas a questão jurídica é a que menos me interessa. O que me incomoda é que a televisão pública nacional transmita, sem qualquer problema, uma rábula cuja única finalidade é escarnecer da Fé cristã. Não há ali mais nada, a não ser diminuir o valor da Sagrada Comunhão.

A mim, pouco me interessa Bruno Nogueira. É parvo, a carreira está estagnada, alguma coisa tem de fazer para chamar a atenção. Mas existem uma enorme quantidade de plataformas onde o pode fazer e onde eu posso optar por não assistir. O problema é a RTP transmitir uma rábula que, para além da sua legalidade duvidosa, tem como único e claro objectivo ofender os católicos.

Convido-vos, por isso, a escrever ao Conselho Geral Independente da RTP (cgi@rtp.pt) e ao Ministro da Presidência (gabinete.mp@mp.gov.pt), protestando contra este evidente ataque aos católicos, produzido com dinheiro público.

Para facilitar, deixo uma minuta de texto, que vos convido a partilhar pelos vossos contactos, de forma a chegarmos ao maior número de pessoas.

«Ex.mos Srs.,

No passado dia 6 de Outubro, na RTP1, no programa Ruído, foi transmitida uma rábula do humorista Bruno Nogueira que, aparentemente, não tinha qualquer outra finalidade que não a de escarnecer dos católicos.

O dito humorista aparecia paramentado como um sacerdote católico, utilizando alfaias litúrgicas, no altar de um templo católico, simulando a distribuição da Sagrada Comunhão de forma lasciva.

É evidente que esta rábula não tinha qualquer outra finalidade que não fosse ofender os católicos, utilizando, para isso, não apenas os símbolos e objectos próprios do culto católico, mas também simulando, de forma ofensiva, um dos actos mais sagrados do Cristianismo.

Para além das evidentes dúvidas legais, nomeadamente relativamente aos artigos 240.º, 251.º e 252.º do Código Penal, gostaríamos de questionar V. Ex.as para saber se consideram aceitável a propagação de discurso de ódio contra os católicos na estação pública portuguesa.»