Pelos vistos, Bruno Nogueira tem um programa na RTP,
televisão pública, que nós ajudamos a pagar com os nossos impostos. Nada
contra: é um humorista com bastante sucesso, e não me parece injustificado que
tenha tal programa.
Infelizmente, o humorista decidiu encerrar o primeiro
episódio da série com uma rábula cujo único objectivo é gozar com a Sagrada
Comunhão. Não há qualquer contexto, qualquer conversa, nada: é apenas ele,
paramentado, com uma píxide na mão, numa igreja, a fingir que distribui a
comunhão, variando entre os comportamentos lascivos de quem a recebe e os dele
próprio, no papel de sacerdote.
Não se trata de uma crítica à Igreja, nem de uma graçola
sobre padres. É apenas uma ofensa ao que de mais sagrado há no Cristianismo: o
Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão vivo e realmente presente como
nos Céus.
Podemos discutir a legalidade do que ele fez. As ofensas à
religião são puníveis por lei, assim como os sacrilégios e as ofensas aos
ministros da religião. Mas a questão jurídica é a que menos me interessa. O que
me incomoda é que a televisão pública nacional transmita, sem qualquer
problema, uma rábula cuja única finalidade é escarnecer da Fé cristã. Não há
ali mais nada, a não ser diminuir o valor da Sagrada Comunhão.
A mim, pouco me interessa Bruno Nogueira. É parvo, a
carreira está estagnada, alguma coisa tem de fazer para chamar a atenção. Mas
existem uma enorme quantidade de plataformas onde o pode fazer e onde eu posso
optar por não assistir. O problema é a RTP transmitir uma rábula que, para além
da sua legalidade duvidosa, tem como único e claro objectivo ofender os
católicos.
Convido-vos, por isso, a escrever ao Conselho Geral
Independente da RTP (cgi@rtp.pt) e ao Ministro
da Presidência (gabinete.mp@mp.gov.pt),
protestando contra este evidente ataque aos católicos, produzido com dinheiro
público.
Para facilitar, deixo uma minuta de texto, que vos convido a
partilhar pelos vossos contactos, de forma a chegarmos ao maior número de
pessoas.
«Ex.mos Srs.,
No passado dia 6 de Outubro, na RTP1, no programa Ruído,
foi transmitida uma rábula do humorista Bruno Nogueira que, aparentemente, não
tinha qualquer outra finalidade que não a de escarnecer dos católicos.
O dito humorista aparecia paramentado como um sacerdote
católico, utilizando alfaias litúrgicas, no altar de um templo católico,
simulando a distribuição da Sagrada Comunhão de forma lasciva.
É evidente que esta rábula não tinha qualquer outra
finalidade que não fosse ofender os católicos, utilizando, para isso, não
apenas os símbolos e objectos próprios do culto católico, mas também simulando,
de forma ofensiva, um dos actos mais sagrados do Cristianismo.
Para além das evidentes dúvidas legais, nomeadamente
relativamente aos artigos 240.º, 251.º e 252.º do Código Penal, gostaríamos de
questionar V. Ex.as para saber se consideram aceitável a propagação de discurso
de ódio contra os católicos na estação pública portuguesa.»
