Todos as mensagens anteriores a 7 de Janeiro de 2015 foram originalmente publicadas em www.samuraisdecristo.blogspot.com
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Núncio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Núncio. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de março de 2024

Vencido, mas não convencido, vou votar na AD

 


Votar é um acto de puro realismo. Raramente temos a oportunidade de votar em quem realmente queremos, ou mesmo em candidatos que gostemos. Em toda a minha vida de eleitor, lembro-me de ter votado convencido em 2 ou 3 eleições.

Quando vamos votar escolhemos entre os candidatos que existem aquele ou aqueles que nos parecem ser mais capazes de servir o bem comum. Infelizmente, no Domingo essa tarefa não é fácil.

Para mim é evidente que o voto à esquerda, em projetos baseado numa visão coletivista da sociedade, que são contrários à família e a uma sociedade civil forte, que impõem engenharias sociais, que atacam o direito à vida de forma cada vez mais agressiva, está fora de questão.

Também o individualismo egoísta da IL, que confunde egoísmo com liberdade, que ao mesmo tempo que grita contra o Estado, acha que este deve impor a sua visão cultural da sociedade, que endeusa o mercado, esquecendo aqueles que não têm condições ou capacidade de ser valer por si próprios, está para mim fora de questão.

No Chega também não voto. Antes de mais não entrego o meu voto a quem, num ataque à Liberdade da Igreja inaudito desde a Iª República, chama ao Parlamento o Patriarca de Lisboa e o Presidente da CEP. Só isto chegaria para não votar nesse partido. Mas para além disso, embora reconheça que no seu programa há uns pozinhos de causas boas, vem tudo misturado, à imagem do próprio partido, que quer agradar a todos os descontentes do sistema, mesmo que para isso tenha de defender tudo e o seu contrário. Para além disso, para mim em política a forma conta. Nunca gostei do populismo ordinário do Bloco, não passei a gostar só porque agora é praticado à direita.

Sobra a AD. O que até deveria ser um voto fácil. Tem alguns candidatos de qualidade, como o Paulo Núncio, a Isabel Galriça Neto ou o Alexandre Homem Cristo. Mas tem um programa que desanima qualquer pessoa. Um conjunto de banalidades, sem qualquer ideia política ou cultural de fundo para o país. O PSD continua a querer ser a governanta do país, que mantém a casa arrumada. Por isso só governa quando o PS deixa a casa desarrumada. Não duvidemos que se o candidato do PS fosse da ala de António Costa, com um discurso e um percurso ao centro, os números das sondagens seriam outros.

Mas tudo somado, voto na AD. Porque a realidade é aquela que é, e neste momento é urgente tirar a esquerda do poder, e a única forma de isso acontecer é a vitória da AD. E é preciso estabilidade, e a única forma de isso acontecer é que a AD tenha força. Sobretudo, porque fazem falta bons deputados ao país, e fazem falta católicos empenhados na política, e o meu voto será um voto em Paulo Núncio e em Isabel Galriça Neto (que se tudo correr bem, também poderá ser eleita). Por isso, vencido pela realidade, mas não convencido pela timidez do programa, irei votar sem dúvida ou sobressalto na AD.

terça-feira, 5 de março de 2024

Um boa razão para votar na AD


 Vi a Iniciativa Liberal comparar candidatos da AD com os seus. Em Lisboa, faz a comparação entre Bernardo Blanco e o Paulo Núncio. Ora, Blanco é um jovem sem qualquer actividade conhecida que não seja mandar bocas no twittter e dois anos como deputado, onde a sua coroa de glória foi levar um YouTuber para insultar o Governo na tribuna do Parlamento.

Já Paulo Núncio é um dos fiscalistas de maior sucesso em Portugal, que abandonou um dos maiores escritórios de advogados do país para se candidatar ao Parlamento. Já antes tinha feito o mesmo para ser Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, onde promoveu uma extraordinária reforma do IRS, num tempo de especial dificuldade para o país. Antes disso, tinha estado empenhado durante anos em várias causas políticas, incluindo a defesa da Vida.

Paulo Núncio é um caso raro na política nacional. Não subiu através das juventudes partidárias, tem toda uma vida fora da política e vai para o Parlamento (como aliás foi para o Governo) perder dinheiro e tempo. Ele não precisa para nada da política, ao contrário de tantos (incluindo Bernardo Blanco) para quem a política é a única forma de sustento conhecida.  

Sei bem porque razão a IL escolheu Paulo Núncio para alvo, porque ele teve coragem de dizer aquilo em que acredita. Porque é assim que a IL faz política, ridicularizando quem deles discorda. E sabemos bem que hoje ser contra o aborto tornou-se crime público; e, para liberais em toda a linha, quem discorda deles é para ser automaticamente cancelado.

Mas fico agradecido por este momento da IL, porque me recorda bem porque vou votar na AD. Porque apesar de todos os seus defeitos, tem pessoas como Paulo Núncio. Pessoas que largam uma vida confortável para servir o país, com coragem para defender aquilo em que acreditam, mesmo quando não é trending no Twiiter, com provas dadas na vida profissional e política. Quanto à IL, fica claro o que é: um partido de cassete como o Partido Comunista, mas com uma comunicação mais actual.