Antes de mais, não tenho qualquer simpatia por Mário Machado e a sua retirada da sociedade parece-me bastante favorável.
We few, we happy few, we band of brothers; For he today that sheds his blood with me Shall be my brother
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
A condenação de Mário Machado
domingo, 8 de dezembro de 2024
Eu hei de me ir ao presépio
ira saída de uma aldeia portuguesa do meio do século passado e o seu castelo medieval, recorda-nos que o Natal aconteceu no tempo e ao, mesmo tempo, na Eternidade. Ao mesmo tempo carnal e sobrenatural.
terça-feira, 22 de outubro de 2024
Eu só quero educar os meus filhos
Eu só quero ensinar aos meus filhos que somos criados à imagem e semelhança de Deus. Que homem e mulher os criou e que não existe um género diferente do sexo. Os papéis de género, como hoje pomposamente são chamados, são resultados da biologia e das circunstâncias históricas. E se alguns podem mudar e evoluir conforme as circunstâncias vão mudando, há outros que são inatos à natureza humana.
Eu só quero educar os meus rapazes a respeitarem as raparigas, a carregar os pesos, a dar prioridades nas portas e os lugares sentados. Quero que aprendam que objetivar uma mulher não é ser homem, é ser selvagem. Educar para que tenham a coragem de defender as mulheres dos selvagens que as tratam como objetos.
Eu só quero educar a minha filha para o facto de que o mundo é um lugar mais perigoso para as mulheres do que para os homens. Quero educá-la a ser prudente, porque infelizmente há demasiados homens em quem não se pode confiar. Quero educá-la que não há nada de empoderamento em exibir o corpo para impressionar os homens, e que não há qualquer mal em ser considerada púdica.
Quero educar os meus filhos, os rapazes e a rapariga, para o valor do amor, da virgindade, da pureza. Educá-los a reconhecer o outro como pessoas e não como objeto de prazer, e o seu próprio corpo como morada o Espírito Santo. Quero educá-los para a beleza da sexualidade, vivida de forma responsável, realmente livre, como aliança entre homem e mulher. Quero que saibam que a liberdade não é ser escravo do instinto, mas viver de acordo com a nossa natureza.
Eu só quero educar os meus filhos para a dignidade da vida humana, desde o momento da concepção até à morte natural. Ensinar-lhes que cada pessoa, independentemente do seu tamanho, da forma como vive, da forma como ama, como se identifica, da cor da pele, da filiação política, da sua saúde ou capacidades, tem em si mesmo um valor infinito. E que por isso deve ser amada e respeitada. Ensinar-lhes por isso que o aborto é um mal, que o racismo é um mal, que tratar mal o outro por ser diferente é um mal. Mas também ensinar que não há amor sem verdade.
Eu só quero educar os meus filhos naquilo em que acredito, porque desejo o melhor para eles. Depois, bem sei que com o tempo eles irão desenvolver as suas ideias, e poderão até não concordar comigo. E continuarei a amá-los de igual forma se assim for. Mas também sei que é meu dever dar-lhes o que tenho de melhor. E a minha Fé é o que tenho de melhor para lhes dar.
Respeito quem não concorda comigo. Quem deseja educar os filhos de outra maneira. Quem acredita que há tantos géneros como vontades ou que a verdadeira liberdade é viver ao sabor dos nossos instintos. E não tenho qualquer vontade de educar os seus filhos. Eu só quero é que me deixem educar os meus.
E é isto que está em causa na discussão sobre a Educação para a Cidadania. É a liberdade de cada um educar os seus filhos da forma que acredita ser melhor para eles.
segunda-feira, 7 de outubro de 2024
A coragem da paz
Há um ano a esta parte agudizou-se a sensação de que era preciso estar com Israel ou com a Palestina. Criou-se um ambiente onde parece que não é possível condenar os actos bárbaros do Hamas em 7 de Outubro e ao mesmo tempo condenar a forma como Israel tem respondido a esses ataques.
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
Faltam Imigrantes e falta controlo
terça-feira, 24 de setembro de 2024
5 Mitos Sobre A Escola
O começo do ano escolar é sempre boa altura para lembrar
alguns dos mais famosos mitos sobre a escola em Portugal, que apesar de todas
as evidências, continuam a existir.
1. A Escola Pública é do Estado: Este é talvez o
maior e mais arreigado mito sobre a Escola em Portugal. Vivemos num país tão centrado
no Estado que não somos capazes de conceber que alguma instituição possa ser
pública se não for do Estado.
Mas é evidente que uma escola cujo fim é educar crianças
está a prestar um serviço público, seja ou não do Estado. Uma Escola que
pertence a uma paróquia ou uma fundação é tão pública como uma que pertence ao
Estado. O facto de a Rede de Expressos pertencer ao privado, não faz que
tratemos as suas camionetas como transportes privados. Ou os táxis.
A divisão não é entre escola pública e escola privada, mas
entre escola estatal e escola não estatal.
2. A Escola tem de ser neutra: Educar nunca é neutro.
Um professor parte sempre da sua circunstância para ensinar os alunos. Os
professores não são robots. É evidente que a Escola deve ser um espaço de
liberdade, mas nunca poderá ser neutra, se assim for, não educa.
Quando eu escolho este poeta ou aquele filósofo, quando atribuo
mais peso a um acontecimento histórico que outro, quando aposto mais nas artes
ou nas ciências, nada disto é neutro, tudo isto é fruto de uma forma de olhar o
mundo, que provavelmente será diferente da do outro.
3. A Escola só ensina, quem educa é a família: Este
mantra é muitas vezes repetido por quem defende a liberdade de educação, mas é
falso. É evidente que a Escola educa e deve fazê-lo. A Escola tem como fim
ajudar as famílias na educação dos seus filhos.
É impossível educar os filhos sozinho. Os pais precisam de
ajuda nesta missão. E o direito que têm de educar os seus filhos, é um direito
funcional, ou seja, um direito que tem como fim exercer um dever, neste caso
educar os filhos. E para isso a escola é uma ajuda essencial.
Por isso, é importante que a família e a escola não vivam de
costa voltadas, mas em aliança, procurando o melhor para as crianças.
4. A liberdade de escolher a Escola é para beneficiar os
ricos: Este é o mito mais absurdo, porque os mais ricos são precisamente os
únicos que podem escolher a escola dos filhos em Portugal. Criar condições para
que todos o possam fazer beneficia precisamente aqueles que hoje são obrigados
a colocar os filhos na escola do seu código postal porque não têm dinheiro para
escolher outra escola.
Assim, as crianças dos bairros degradados vão para escolas
degradadas, as dos bairros com melhores condições para escolas mais bem
equipadas e os que têm dinheiro para isso, podem escolher. E assim temos uma
escola bem estratificada, onde ricos e pobres não se misturam e, sobretudo, os
que menos podem, estão condenados a ser servos da gleba do Ministério da
Educação.
5. A Escola pública garante a igualdade entre todos:
Este mito não é apenas falso, como é contrário à realidade. A escola estatal,
como hoje está concebida, centralizada, totalmente dependente do Ministério da
Educação, é o garante da desigualdade entre as crianças.
A igualdade é tratar o que é igual de forma igual e de forma
desigual o que é desigual, na medida dessa desigualdade. Ou seja, não é
igualdade tratar uma criança com dois pais licenciados, com acesso a
explicações, com acesso a cultura, a internet e com capacidade económica com uma
criança que os pais mal sabem ler, que mal têm dinheiro para comprar os
manuais, que nunca sai do seu bairro e que os pais saem de madrugada para
trabalhar e só voltam à noite, mal tendo dinheiro para comer. É evidente que estas crianças têm necessidades
educativas diferentes. Contudo, a Escola estatal, para ser igualitária, põe-nos
a concorrer em igualdade de circunstância. Depois ficamos muito espantados
quando numa escola todos vão para a Universidade e noutra não vai ninguém.
sexta-feira, 20 de setembro de 2024
Aborto até às 12 semanas? Alguns pontos
1. O Partido Socialista, depois de ter descoberto que era
urgente regulamentar a morte a pedido, mesmo não o tendo feito em 10 meses no
Governo, descobriu agora a urgência de alargar os prazos do aborto legal, ao
fim de 8 anos com maioria de esquerda no Parlamento, dois dos quais com maioria
absoluta.
Esta urgência, descoberta sempre quando já nada pode fazer,
demonstra bem a utilidade destas leis para os socialistas. Poucos lhes
interessa as grávidas em dificuldade ou os doentes, só lhes interessa marcar a
agenda política com temas que demonstrem o seu “progressismo”, que dividam a
direita e que lhes permita ocupar tempo de antena. As mulheres e os doentes são
apenas bandeiras para utilizar à conveniência do PS.
2. Não há diferença entre um aborto às 10 semanas e às 12
semanas, como agora o PS veio propor. O nascituro tem sempre igual dignidade,
pelo que não é que a lei actual seja boa ou equilibrada.
O problema é que alargar o prazo do aborto legal vem
aumentar o tempo em que é negado ao nascituro a sua dignidade de ser humano e
também aumentar a possibilidade de abortar.
Por isso se o aborto é igualmente mau às 10 ou às 12
semanas, uma lei que aumenta o prazo legal do aborto é sempre pior, porque
diminui ainda mais a protecção jurídico do bebé no ventre materno.
3. Em 2007, aquando do segundo referendo ao aborto legal que
o sim finalmente ganhou, todos os apoiantes da nova lei afirmavam com clareza
que ninguém era a favor do aborto, que o único objectivo era impedir as
mulheres de serem presas e que não se estava a liberalizar o aborto, apenas a descriminalizá-lo.
Hoje o Partido Socialista defende, apesar das juras de 2007,
que o aborto é um direito fundamental. Claro que ao mesmo tempo defende que o
aborto à 13ª semana de gravidez é um crime. Se assim não fosse não propunha
liberalizar até às 12 semanas, antes propunha a sua legalização até ao término
da gravidez. Uma coisa não pode ser um direito fundamental e um crime ao mesmo
tempo. A posição do PS é evidentemente incoerente
O objetivo é claro, repetir em voz alta vezes suficiente que
o aborto é um direito fundamental até que toda a gente repita o dogma, tratando
qualquer pessoa que se lhes oponha como um ditador. Tem feito o seu caminho.
4. Esta hipocrisia do
PS não pode deixar de levantar a pergunta: porquê 12 semanas? Como chegaram a
esta data? O que muda às 12 semanas que transforma um direito em um crime? A resposta
é simples: nada.
Um nascituro às 12 semanas é igual a um de 13. Não há
qualquer base científica para esta decisão. São 12 como podiam ser 13 ou 14
(provavelmente 14, porque, por alguma razão, são sempre um número par de semanas).
O critério para o prazo do aborto legal é sobretudo a
opinião pública. Já em 1997 foi assim. Quando a primeira proposta para
legalizar o aborto até às 12 semanas chumbou a JS (liderada por Sérgio Sousa Pinto)
baixou para as dez e passou (para depois ser chumbada em referendo). E a única
razão é que o prazo tem de ser um número que a população ache aceitável. Preferencialmente antes da data da primeira
ecografia, não vá alguém perceber que está ali um bebé.
5. Já foram feitos em Portugal mais de 256 mil abortos
legais. Para se ter ideia, o concelho do Porto tem 214 mil habitantes. Num país
onde não nascem bebés, onde as grávidas dão à luz na autoestrada, onde não há
creches, onde as famílias não têm dinheiro para ter filhos, alguém poderia achar
que a urgência não é aumentar o número de abortos mas sim diminuí-los.
Só que infelizmente combater as causas sociais do aborto,
apoiar as grávidas em dificuldade e defender medidas de apoio à família dão
menos tempo de antena do que aumentar os prazos do aborto. E por isso, para o
PS, que quer fazer o país esquecer o estado em que deixou o país, a solução é
mesmo criar condições para mais abortos.
6. Espero que a Direita que durante anos explicou que este
era um não assunto, incluindo os líderes partidários que se deixam fotografar a
rezar piedosamente para depois apoiarem a actual lei, percebam finalmente que o
aborto será sempre um assunto. A única questão é se é discutido como arma de
arremesso político ou como o drama que realmente é.




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