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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Se ao menos soubéssemos o que combater - Ferreira Fernandes, DN, 20/10/16

Bons tempos em que os resultados das batalhas podiam anunciar os vencedores das guerras. Aljubarrota, adeus espanhóis... Estalinegrado, o fim do nazismo... Na batalha de Mossul, na cidade iraquiana onde o califado foi proclamado, o Estado Islâmico (Isis) vai ser derrotado. O ataque do exército iraquiano é apoiado pela aviação e tanques americanos. Obama faz questão de acabar o seu último mandato com o Isis iraquiano no seu palmarés. Depois, será o Isis sírio, e a sua capital Raqqa, que tem contra ele o exército sírio e a aviação russa. Mas a atual batalha de Mossul e a de Raqqa amanhã - e as prováveis duas derrotas dos insurretos - não vão anunciar certamente o fim do Estado Islâmico. Mais certo será dizer que duas superpotências, EUA e Rússia, irão partilhar e alicerçar a sua influência na região, respetivamente no Iraque e na Síria. A cem anos de distância, o mesmo que o fim da I Guerra Mundial "deu" à França (Síria) e Grã-Bretanha (Iraque). Em todo o caso, a paz na Síria e no Iraque não é o cenário mais certo, a instabilidade continuará na região. O fim da guerra não será proclamado e a consequência disso, para o que nos diz mais respeito, será a continuação do terrorismo islâmico na Europa. François Hollande, líder europeu, fraco como todos, ousou dizer há dias (mas só porque conversava): "Temos um problema com o islão." E teremos, mesmo depois de Mossul e Raqqa. Ganhar a guerra seria perceber aquela frase.

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